"Estou sempre a fazer aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo!"
Pablo Picasso


sábado, 21 de maio de 2016

Skyline Suburbano

No meio dos prédios da Calçada de Carriche.
De repente aquele emaranhado de marquises e construções que se atropelam, esta imagem pareceu-me bonita... e até gostei do resultado, para variar.


1994

Uma aguarela que fiz em Valhelhas em 1994, ou seja há 22 anos...
Isto faz-me aperceber de duas coisas:
1 - Há 22 anos desenhava muito melhor que hoje
2 - Estou a ficar velho
3 - Guardo muito mal os meus desenhos


quinta-feira, 19 de maio de 2016

O meu estacionamento favorito

Não deixa de ser triste o estado a que estes edifícios estão vetados. Pior ainda quando fazem parte de um património que tarda em ser reconhecido e valorizado.
Entretanto serve este espaço como parque de estacionamento e nas minhas horas de almoço, como um dos destinos de eleição para fazer um sketck.



Valhelhas

É sempre a imagem que retenho. A fonte onde paro todas as vezes que lá chego para beber água. O pelourinho, soberano sobre toda a praça e a igreja meio de esguelha entre a estrada que rasga a aldeia e as suas solenes casas de pedra. O cheiro a lenha no inverno, a rua que desce para a padaria, a brisa que serpenteia por entre as ruas nas tardes quentes de verão.
Desenhei-a poucas vezes, ou pelo menos não tantas quanto gostava. Este desenho já foi em 2013, ao fim de uma manhã de Agosto. Sentado nos bancos do jardim da igreja, do outro lado da rua, à sombra porque o Sol já se fazia anunciar bem quente.

Na fonte a placa sobre as bicas de onde jorra incessantemente uma água cristalina e misteriosamente fresca: "Que eu desta glória só ficarei contente: que a minha terra amei e a minha gente" dizia o poeta Corrêa Garção usando a frase do poeta quinhentista António Ferreira.
Segundo consta, Corrêa Garção adoptou esta aldeia como sua e nutria por ela e pelos seus habitantes um profundo carinho. Morreu novo, com apenas 48 anos em 1772. Possivelmente conheceu esta aldeia enquanto estudou em Coimbra. Muito diferente na altura, sem duvida. Gostava de a ter conhecido como ele a conheceu, com o castelo (destruído nas invasões francesas), quando a ponte filipina era a única entrada nesta aldeia que foi vila, sem alcatrão, nem fios eléctricos pelo ar, nem fogos florestais.

Só mesmo vindo aqui desde que me lembro ser gente e por todas as vezes que ia até ao rio com o meu avô para quando voltarmos a minha avó ter o almoço à nossa espera, por todas férias que aqui passei com os meus pais e o meu irmão, onde em crianças fazíamos aqui o nosso reino de fantasias e aventuras, por todos os amigos que já aqui trouxe e por trazer agora aqui a minha mulher e as minhas filhas, orgulhoso de lhes mostrar esta terra que não é minha e de lhes dar a provar a água desta fonte, arrisco dizer como o poeta nesta frase que não se lê, sente-se!

Que eu desta glória só ficarei contente: 
que a minha terra amei e a minha gente



Perdido

De vez em quando encontro desenhos que já nem me lembrava que tinha feito, como é o caso deste que fiz em Janeiro deste ano, num dia que fui dar uma volta ali para os lados da Sé para desenhar.
As cores é que ficaram muito trocadas... culpa do scanner!


Pela 4ª vez

Já se tornou um habito, sempre que passo ali, paro o carro uns minutos, abro a janela e faço o desenho. Acho que já desenhava este cenário de olhos fechados, mas há sempre qualquer coisa que não fica igual.



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Schmincke, Horadam... para as aguarelas a sério

Consegui finalmente completar a minha caixa da Schmincke com as aguarelas da série Horadam que me faltavam. Claro que vão sempre faltar, ou simplesmente devia ficar pelas cores básicas e misturar como se faz "à séria", mas as pastilhas dão imenso jeito para o tipo de aguarela que faço (aquelas borradas que publico).
Para mim estas são as melhores aguarelas, pelo menos das que experimentei. Os resultados são em regra geral muito satisfatórios quer em termos de cor, transparência e até mesmo controle da intensidade do pigmento.