"Estou sempre a fazer aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo!"
Pablo Picasso


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Rua de S. Sebastião da Pedreira

Numa passagem (muito) rápida pela Rua Filipe Folque, naquela parte que a rua literalmente passa por cima da Rua de S. Sebastião da Pedreira.
As perspectivas aéreas são sempre bons exercícios, mas confesso que me dão algumas cólicas. Pior ainda quando o dia ou a hora nem sequer nos dá sombras graças às nuvem que teimam em pairar ali por cima.


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Entrecampos

Ainda num daqueles cadernos pequenos oferta da Hahnemuhle no 4º Encontro Internacional de Desenho de Rua que tem sido um companheiro inseparável.
Para o tempo que tenho é excelente e lá vou registando em formato "extra-small" os meus esquissos.
Desta vez a entrada para o metro de Entrecampos à hora de almoço em 10 minutos, se tanto...


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

4º Encontro Internacional de Desenho de Rua

Finalmente consegui ir!
Foi um belo fim de semana passado entre amigos que revi, outros que finalmente conheci pessoalmente e alguns novos amigos que fiz.
Confesso que o sábado ficou aquém das expectativas, mas o domingo por sua vez superou-as!

Num caderno pequenino da Hannemulle, mas surpreendemente eficaz fiz estes três esquissos que muito me satisfizeram.

Deixo um agradecimento especial ao Pedro Alves pelas dicas!








quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Estrada de Chelas

De passagem! Não resisti ao enquadramento e estacionado em cima do passeio desenhei confortavelmente sentado no carro.


Rua do Vale Formoso de Cima/ Zófimo Pedroso

Ainda Lisboa Oriental, no seguimento da iniciativa dos Urban Sketechers, mas desta feita a desenhar alguns recantos que não estavam na lista. Uma espécie de álbum só com lados B, mas igualmente (senão mais) satisfatórios.

Lembro-me daquela rua que sobe à esquerda desde pequeno. Havia lá um sapateiro neste troço da rua que terminava sob o grande arco de pedra da ponte do comboio que parava na estação mais próxima de Braço de Prata.
A rua empedrada continuava, serpenteando esguia por entre as casas, passando pelo Júlio dos caracóis e atravessando a Av Infante D. Henrique como se nada fosse até parar no quartel dos bombeiros. Ladeada por uma ou outra azinhaga e muros altos de pedra cuja origem se perdeu tal como a forma inicial da rua agora interrompida pela largura das modernas vias de circulação com 3 faixas para cada lado e radares que nos penalizam sempre que andamos a mais de 50 km/h. Sinais do tempo. Nunca pensei ver-me a dizer isto quando aprendi a andar de bicicleta nesta mesma rua não muito longe daqui quando o transito permitia estas brincadeiras na rua sem preocupação.
Resta o barbeiro que certamente não será a mesma pessoa que me cotava o cabelo quanto tinha 10 anos, mas é curioso ver que o lugar se mantém assim como a minha escola e uma ou outra tasca onde aí sim, a curiosa fauna parece manter-se indelével. A mercearia já fechou há muitos anos, quando o Sr. Joaquim fechou os olhos para sempre e foi para junto da sua Olivia. Resta a memória dos cheiros, do som que os carros faziam no empedrado e de uma ou outra imagem de uma rua ou de uma casa que agora se faz notar pela sua ausência.
É o lugar que já não é. Uma sucessão de referências a memórias interrompidas e inacabadas que apenas deixam imaginar, para os mais atentos, a história que se esconde por detrás destes amontoados de pedras agora vazios, ou cheios de silêncio se preferirem. 
A voltar sem dúvida.




terça-feira, 15 de maio de 2018

Atravessar a Avenida

Hora de almoço. Estava a atravessar a rua para ir fazer um desenho quando reparei que ali mesmo a meio, sobre o túnel da Avenida da República se formava um enquadramento tão "desenhavel" que apesar do sol forte, tive que parar.
Agora só me resta esperar que os 45 minutos que estive debaixo do Sol não me tragam as habituais dores de garganta...




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Paisagem, para variar

Desta vez decidi variar no tema e na técnica.
Sempre gostei muito da textura dos lápis de cor, aquele "grão" que faz muito semelhante à fotografia.



sexta-feira, 27 de abril de 2018

Era uma vez...

Era uma vez uma hora de almoço em que levei o caderno comigo.
Passei por aqui, sentei-me e desenhei.

FIM

(Isto só para me lembrar que quando se quer, desenha-se e pronto)


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Rotunda de Entrecampos

Desenho de Ontem, sem caneta a tentar que as cores e luz definam formas sem o "vinco" da linha em tudo o que é aresta... Ainda é "work in progress" sobretudo quando se chega à conclusão que se calhar a cor veio estragar um bocado o resultado inicial.

Se calhar menos cor da próxima...



terça-feira, 17 de abril de 2018

Avenida EUA

Enchi-me de coragem e desenhei sem medos esta perspectiva que me atormentava há algum tempo.
Uma Avenida a descer, outra a subir, uma rotunda, carros, prédios e sei lá mais o quê...
No fim, tirando algumas trapalhadas parece-me que o local ficou reconhecível e eu satisfeito com o desenho do dia de hoje!


Rua António Patrício

Rua António Patrício, Lisboa


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Rua de Entrecampos 2

Continuo a achar que o melhor para desenferrujar é mesmo desenhar arbitrariamente sem grandes preocupações.
Este enquadramento aconteceu porque me encostei a um poste para desenhar. É realmente isto que me dá prazer em desenhar. Esta casualidade e informalidade da questão que tornam o acontecimento tanto inesperado como divertido.
Comparo muitas vezes com a fotografia de rua que gosto de fazer. Não é pensada nem encenada, um registo aparentemente banal aos olhos mais desatentos, mas rica em conteúdo, pelo menos para mim.


quarta-feira, 28 de março de 2018

Rua de Entrecampos

Ontem à hora de almoço estava um sol formidável. Genuíno dia de primavera que fez tanta gente sair à rua arejar o bolor acumulado pelos dias sucessivos de chuva.
Aqui mesmo ao pé, na Rua de Entrecampos vou descobrindo enquadramentos altamente desenháveis, como este quarteirão vazio tal falha do dente da frente no rosto da malha urbana, cheio de sombras fortes como o Sol que se fazia sentir e o céu de um azul incrivelmente saturado.

Há dias tirei uma fotografia com este enquadramento, ontem finalmente achei que merecia o desenho.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Ainda em Agosto...

Ainda em Agosto, ando atrasado com os meus desenhos, mesmo estes mais simples de cenários estranhos e complexos. Muito trabalho tem-me impedido de actualizar tudo o que tenho feito e os desenhos têm saído com um traço cada vez mais rápido e sintetizado.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Entretanto começou a chover...

Hoje vim de comboio. Na Portela de Sintra há um largo mesmo à saída da estação como tantos outros cheio de carros amontoados e cafés de bairro.
Um banco de jardim convidou-me para desenhar uma cena que se estendia à minha frente polvilhada de marquises em prédios descaracterizados.
Optei por um contorno das formas para depois preencher com sombras de forma a marcar os volumes, mas hoje não há sol, logo não há sombras. Mesmo assim os volumes constroem-se no desenho com sucessivos níveis de sombra mais ou menos precisos.
Entretanto começou a chover e ficámos por aqui (eu, o desenho e o banco de jardim). Não vou acabar este desenho, mas vou certamente experimentar esta abordagem novamente, que me agradou bastante apesar das evidentes falhas. Mas afinal o que é desenhar senão um aprender constante?



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Rua Pena Monteiro

É uma rua que nem sequer é pavimentada, junta a Rua do Lumiar com a Travessa do Canavial e hoje é pouco mais do que um estacionamento informal esburacado em terra batida paralelo à Avenida Padre Cruz.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Travessa do Morais

Na senda das ruas e travessas patuscas que por vezes quase passam despercebidas, aqui fica mais uma que por sinal debaixo da luz certa se transforma num apetecível enquadramento recheado de carros amontoados e numa malha urbana onde estas construções já não parecem fazer sentido.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Travessa do Alqueirão

Passo aqui perto todos os dias. Uma travessa junto à Rua do Lumiar cheia de casas patuscas com enquadramentos que sempre me deixam a pensar : "Qualquer dia tenho que desenhar ali".
Hoje foi o dia. Uma pequena pausa à hora de almoço numa inesperada ida a casa que é também o fim de uma pausa forçada por motivos profissionais nos meus desenhos. Uma Pausa tão longa que até me fez esquecer a password do Blog...
Agora é retomar e não parar. Pelo menos assim espero...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Alfama

Mais um dos infinitos recantos que se pudesse desenhava incessantemente.
Este é entre a Rua da Galé e as escadinhas de S. Miguel.
Tenho que lá voltar com mais tempo. Se não para desenhar este outra vez, para desenhar outros tantos recantos. Quase todos para onde me viro são altamente "desenháveis". Alfama é um mundo, Lisboa é Linda!