Comecei este Blog que ninguém vê com a intenção de publicar os desenhos que ia fazendo pela rua. Gosto do Urban Sketching, mas nem sempre me satisfaz.
Ultimamente tenho-me afastado das linhas austeras da minha caneta e das linhas rectas das perspectivas e fugido para movimentos orgânicos mais soltos e ligeiros da grafite. Nem sempre, aliás muito pouco, as minhas linhas passeiam entre cenas urbanas nos últimos tempos. Tenho-me recolhido em aprendizagem lenta e paciente pelos pregaminhos das aguarelas, muito além do simples banho de pigmento e água a que geralmente sujeito os meus desenhos. Agora procuro outras paragens, algo que me afaste daquele modo de desenhar um tanto frenético e impaciente que tenho. Vou tentar na simplicidade de uma qualquer cena de rua, sem o habitual efeito postal ilustrado, representar o imediato banal, simples mas não boçal. Tudo é aprendizagem, sempre e para sempre.
Entretanto os retratos das meninas lá de casa que me têm ocupado e afastado das linhas da caneta.
sábado, 28 de setembro de 2019
segunda-feira, 24 de junho de 2019
Aldeia da Mata Pequena
Ainda não tinha publicado nada este ano?
Bem... sei que tenho andado muito ocupado, mas não deixei de desenhar. Só ando mais concentrado noutras coisas que me tomam todo o tempo do mundo.
Este fim-de-semana fui até à Aldeia da Mata Pequena. Como estava um pouco enferrujado tive que desenhar várias vezes as mesmas coisas até que a "veia artística" desentupisse.
Aqui ficam dois desses desenhos.
Bem... sei que tenho andado muito ocupado, mas não deixei de desenhar. Só ando mais concentrado noutras coisas que me tomam todo o tempo do mundo.
Este fim-de-semana fui até à Aldeia da Mata Pequena. Como estava um pouco enferrujado tive que desenhar várias vezes as mesmas coisas até que a "veia artística" desentupisse.
Aqui ficam dois desses desenhos.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Chafariz de Rua de Entrecampos
Mais propriamente ao fundo da Rua de Entrecampos existe um chafariz datado de 1851 que me faz imaginar quão diferente seria todo aquele cenário, agora rodeado de prédios, entre o fumo dos escapes e o chiar dos comboios mesmo ali ao lado.
Magnifico e soberano mantém a sua imponência ainda que escondido quase num canto onde já ninguém passa para descansar naquela magnifica sombra e matar a sede ou dar de beber aos animais que há muito desapareceram. Por outro lado ele, o Chafariz, já não deita água sequer. Mantém apenas a pose, ressequido e inútil. Como uma memória sem dono, já que ninguém que se podia lembrar dele no seu esplendor ainda é vivo. As pessoas que passam ali parecem evitar olha-lo de frente, como quando alguém baixa os olhos com vergonha.
Como seria esta sombra nos dias de calor com a água a correr, no meio de um campo, sem prédios?
Deixou-me triste.
Magnifico e soberano mantém a sua imponência ainda que escondido quase num canto onde já ninguém passa para descansar naquela magnifica sombra e matar a sede ou dar de beber aos animais que há muito desapareceram. Por outro lado ele, o Chafariz, já não deita água sequer. Mantém apenas a pose, ressequido e inútil. Como uma memória sem dono, já que ninguém que se podia lembrar dele no seu esplendor ainda é vivo. As pessoas que passam ali parecem evitar olha-lo de frente, como quando alguém baixa os olhos com vergonha.
Como seria esta sombra nos dias de calor com a água a correr, no meio de um campo, sem prédios?
Deixou-me triste.
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