"Estou sempre a fazer aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo!"
Pablo Picasso


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Praça Francisco de Morais

Hoje a hora de almoço só deu para desenhar um canto...
Soube a pouco, mas sabe sempre bem.
Tenho usado um caderno novo da Hahnemuhle que me dá uma constante vontade de desenhar, o "Nostalgie" com 190g e um toque super acetinado. Acho que nem o papel da Arches consegue ser tão bom para o que pretendo. A resposta à caneta é soberba, no que toca à aguarela, este papel é simplesmente perfeito.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Rua de S. Sebastião da Pedreira

Numa passagem (muito) rápida pela Rua Filipe Folque, naquela parte que a rua literalmente passa por cima da Rua de S. Sebastião da Pedreira.
As perspectivas aéreas são sempre bons exercícios, mas confesso que me dão algumas cólicas. Pior ainda quando o dia ou a hora nem sequer nos dá sombras graças às nuvem que teimam em pairar ali por cima.


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Entrecampos

Ainda num daqueles cadernos pequenos oferta da Hahnemuhle no 4º Encontro Internacional de Desenho de Rua que tem sido um companheiro inseparável.
Para o tempo que tenho é excelente e lá vou registando em formato "extra-small" os meus esquissos.
Desta vez a entrada para o metro de Entrecampos à hora de almoço em 10 minutos, se tanto...


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

4º Encontro Internacional de Desenho de Rua

Finalmente consegui ir!
Foi um belo fim de semana passado entre amigos que revi, outros que finalmente conheci pessoalmente e alguns novos amigos que fiz.
Confesso que o sábado ficou aquém das expectativas, mas o domingo por sua vez superou-as!

Num caderno pequenino da Hannemulle, mas surpreendemente eficaz fiz estes três esquissos que muito me satisfizeram.

Deixo um agradecimento especial ao Pedro Alves pelas dicas!








quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Estrada de Chelas

De passagem! Não resisti ao enquadramento e estacionado em cima do passeio desenhei confortavelmente sentado no carro.


Rua do Vale Formoso de Cima/ Zófimo Pedroso

Ainda Lisboa Oriental, no seguimento da iniciativa dos Urban Sketechers, mas desta feita a desenhar alguns recantos que não estavam na lista. Uma espécie de álbum só com lados B, mas igualmente (senão mais) satisfatórios.

Lembro-me daquela rua que sobe à esquerda desde pequeno. Havia lá um sapateiro neste troço da rua que terminava sob o grande arco de pedra da ponte do comboio que parava na estação mais próxima de Braço de Prata.
A rua empedrada continuava, serpenteando esguia por entre as casas, passando pelo Júlio dos caracóis e atravessando a Av Infante D. Henrique como se nada fosse até parar no quartel dos bombeiros. Ladeada por uma ou outra azinhaga e muros altos de pedra cuja origem se perdeu tal como a forma inicial da rua agora interrompida pela largura das modernas vias de circulação com 3 faixas para cada lado e radares que nos penalizam sempre que andamos a mais de 50 km/h. Sinais do tempo. Nunca pensei ver-me a dizer isto quando aprendi a andar de bicicleta nesta mesma rua não muito longe daqui quando o transito permitia estas brincadeiras na rua sem preocupação.
Resta o barbeiro que certamente não será a mesma pessoa que me cotava o cabelo quanto tinha 10 anos, mas é curioso ver que o lugar se mantém assim como a minha escola e uma ou outra tasca onde aí sim, a curiosa fauna parece manter-se indelével. A mercearia já fechou há muitos anos, quando o Sr. Joaquim fechou os olhos para sempre e foi para junto da sua Olivia. Resta a memória dos cheiros, do som que os carros faziam no empedrado e de uma ou outra imagem de uma rua ou de uma casa que agora se faz notar pela sua ausência.
É o lugar que já não é. Uma sucessão de referências a memórias interrompidas e inacabadas que apenas deixam imaginar, para os mais atentos, a história que se esconde por detrás destes amontoados de pedras agora vazios, ou cheios de silêncio se preferirem. 
A voltar sem dúvida.




terça-feira, 15 de maio de 2018

Atravessar a Avenida

Hora de almoço. Estava a atravessar a rua para ir fazer um desenho quando reparei que ali mesmo a meio, sobre o túnel da Avenida da República se formava um enquadramento tão "desenhavel" que apesar do sol forte, tive que parar.
Agora só me resta esperar que os 45 minutos que estive debaixo do Sol não me tragam as habituais dores de garganta...