"Estou sempre a fazer aquilo que não sou capaz, numa tentativa de aprender como fazê-lo!"
Pablo Picasso


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terça-feira, 9 de maio de 2017

Travessa do Alqueirão

Passo aqui perto todos os dias. Uma travessa junto à Rua do Lumiar cheia de casas patuscas com enquadramentos que sempre me deixam a pensar : "Qualquer dia tenho que desenhar ali".
Hoje foi o dia. Uma pequena pausa à hora de almoço numa inesperada ida a casa que é também o fim de uma pausa forçada por motivos profissionais nos meus desenhos. Uma Pausa tão longa que até me fez esquecer a password do Blog...
Agora é retomar e não parar. Pelo menos assim espero...

terça-feira, 7 de junho de 2016

Na esplanada...

Hoje tive que ir para os lados das Avenidas Novas, mas esteve um calor insuportável. 
O termómetro do carro dizia que estavam 31º e ainda só estamos em Junho. Quando regressei dizia que estavam 40º... Nem o ar condicionado me safou de tanto calor.
Entretanto, ao fundo da Av. Conde de Valbom, mesmo antes de atravessar para a Gulbenkian, uma esplanada à sombra que mais parecia um oásis. Parei para um café porque o tempo também não era muito. Tem sido sempre assim, os desenhos saem sempre de acordo com o tempo que tenho.
Eram duas imperiais e desenhar até a noite cair em todas as direcções que me apetecesse.
Talvez amanhã faça isso...


domingo, 29 de maio de 2016

Prédios Amarelos

Ali para os lados da Avenida do Brasil existe um conjunto de prédios amarelos, revestidos a azulejo. Sempre achei engraçado este conjunto, bem como as lojas que ocupam os espaços entre eles, sem bem que comercialmente poucos resultaram tão bem como seria desejado. É onde está um excelente restaurante indiano, pelo menos. 
Este desenho foi feito do parque de estacionamento da Rua Aprigio Mafra. O sol estava um bocado forte e a posição de desenho dentro do carro deixou-me a mão dormente e cheio de calor. 


terça-feira, 24 de maio de 2016

sábado, 21 de maio de 2016

(Re)Canto de rua

Algures no Lumiar passei por um recanto engraçado, limitado por dois prédios revestidos a tijolo de burro que me chamaram à atenção. O conjunto forma quase um beco senão fosse uma minúscula passagem pedonal que liga à Rua Alexandre Ferreira. Claro está que o recanto, sendo as traseiras destes dois prédios serve ( e muito bem ) para estacionar os carros da vizinhança.

Estava eu entretido delinear as primeiras linhas do meu esquisso quando sou abordado por uma senhora que me veio perguntar o que é que eu estava a fazer. Curiosa se não estaria a anotar as matriculas dos carros. Expliquei-lhe o que ali fazia, até lhe mostrei alguns desenhos do meu caderno. Satisfeita com a explicação, sorriu e lá seguiu para as compras que ia fazer.
Nem cinco minutos depois, uma outra senhora dirige-se a mim e faz-me exactamente a mesma pergunta... Novamente expliquei-lhe e mostrei até alguns desenhos que já tinha feito. Tal como da primeira vez fiz vez à senhora que se quisesse anotar matriculas tirava uma fotografia com o telemóvel e ía-me embora, mas a minha presença pareceu estranhamente ameaçadora. Se aparecia mais alguém a perguntar o que estava ali a fazer, juro que fazia um workshop de urban sketching logo no momento...
Fica o registo que acabou feito à pressa e com demasiados riscos. Não gosto daqueles desenhos que parecem ser feitos a meio de convulsões, mas gostei da forma como saíram os carros.
A cor dei quando cheguei a casa.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Perdido

De vez em quando encontro desenhos que já nem me lembrava que tinha feito, como é o caso deste que fiz em Janeiro deste ano, num dia que fui dar uma volta ali para os lados da Sé para desenhar.
As cores é que ficaram muito trocadas... culpa do scanner!


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Calçada de S. Lourenço

Aprendi a tratar aquela casa com a reverência merecida, apesar da sua evidente modéstia, por ser a casa da minha Bisavó.
Eu era apenas um miúdo mas nunca me esqueço de subir por entre estas ruas e escadas com a minha mãe e o meu irmão como se a cada vez fossemos cruzados a tomar Lisboa que primeiro paravam no Manuel Tavares para se abastecerem com amêndoas que iam trincando pelo caminho. Depois sim, o ziguezague por entre as ruas estreitas e para rematar, as escadas dentro do prédio tão acentuadas que mal cabia um pé e a subida até ao segundo andar mais parecia uma escalada.
Lembro-me dos cheiros, de ir lá no verão e a casa estar sempre fresca. Lembro-me da cozinha, da sala e do barulho que o telefone fazia quando tocava. Lembro-me de todas as histórias que ela me contava e da hora de ir embora que era sempre cedo demais.
Hoje fui visita-la, mas já não subi, já não está lá. Já não está lá há mais de 30 anos. A janela da cozinha que estava sempre aberta, agora está triste e sombria como um olhar vazio, e o negro que se vislumbra a igualar o vazio deixado na partida.
Uma casa não o é só pelas paredes que a formam, mas pelo que estas contém. Quando as paredes apenas contém silêncio já não formam uma casa, apenas o eco nas formas dos quadros há muito retirados da parede.


sábado, 7 de maio de 2016

monstros

Construídos há cerca de 50 anos, estes prédios no Lumiar absorvem o desnível entre duas ruas. Chegam a ter 7 andares onde 4 são em cave.
São gigantes monolíticos que parecem ter saído do cenário do Blade Runner, construídos sem o mínimo cuidado com qualquer regra urbanística ou até mesmo bom senso, uma Kowloon em miniatura (ok, talvez esteja a exagerar).